Inimigo, o Colchão. Do Sono que vem, ao qual o Colchão não a deixa ceder.
Mas até o Sono veste a capa de maldito. E a ele o Colchão suplica que a deixe partir.
Perdida nesta batalha, ela vive aventuras de papel. É Rainha do Sul, é Olhos de Cão AZul. É Mulheres do meu Pai, é Cem Anos de Solidão.
Mas a amargura volta-lhe ao peito, quando a madrugada chega e o Sono já não tem lugar. E as aventuras de papel não podem continuar, pois a realidade tem de avançar.
Todas as madrugadas peço à realidade que se demore um dia mais e me deixe ser filha pródiga da noite. Só um dia mais.
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4 comentários:
Um poema muito musical no meu entender, cadece porém de algumas leituras para o entender ou tentar fazê-lo. u tenho a minha opinião vincada neste ponto, se percebermos o que o autor quis dizer, mais fácil se torna podermos imaginá-lo á nossa maneira sem correr o risco de sair do contexto.
Parabèns, está muito bem conseguido.
Lol, se te dissesse o que inspirou o poema, perdia-se a magia toda...se quiseres que eu diga... LOL!
Brigada pelo elogio. =) Tou a corar. Na verdade já não estou muito habituada a este tipo de linguagem e por vezes tenho medo que fique ridiculo. =)
Brigada. E, claro, vou divulgar.
E uma amiga minha a quem mostrei o blog agora disse me que este poema era o favorito dela.Vindo de uma professora universitária de Literatura o elogio ganha outro enfâse:)
He páh..... fico extremamente lisongeada!! Já estava, mais ainda fiquei. =)
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