lentamente
a mão descobre o sedoso púbis.
felinos
os dedos desencadeiam
a dança dos gemidos.
o médio – o mais viril dos dedos –
abre passagem
para o interior da noite ciosa.
procura abrigo
para o penetrante deus da fertilidade.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
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3 comentários:
Xiiiiiiiiii, cadê a bolinha vermelha????? Muito drummond de andrade =)
Eu já tinha tido o privilégio de ler este poema e continuo a achá-lo muito bonito, dá me a sensação que estão aqui as palavras certas nos sitios certos.E o tema tambem me seduz bastante, até porque foge um pouco ao usual.
É verdade, é verdade. Mas uma pessoa até cora, de pouco usual que é. =) Mas de ordinário não tem nada, é -como já disse- muito ao estilo do carlos drummond de andrade, que falava muitas vezes no colchão de amar. =)
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