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Poderei eu arriscar a minha sorte nas palavras que nunca te direi?Nos gestos mais puros do meu amor?Na solidão que invadiu o meu ser, e imortalizou a tua alma numa aguarela de cores claras. Poderei eu abdicar de tal sonho imaculado nas paredes nuas do meu pensamento, no meu mar envolto em mãos de papel e luas de cetim? Deixa-me tocar-te, deixa-me voar em ti, deixa-me mostrar-te em prosa, a inspiração da minha poesia...
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