Mostrando postagens com marcador Daniela pereira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Daniela pereira. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Inspiração invertida

Apagam-se as luzes
Com as estrelas
Encaixadas nos quebra-nozes.
A noite enfeita-se de negro
Porque as memórias
Só dão filhos na escuridão
E a lua é a madrasta má
Dos meus sonhos de encantar.
Fecham-se os olhos
Porque o dia
Tem luz a mais
Para leres estas linhas tão sombrias.
Morram as sombras
Que as paredes querem-se nuas!
Deita-te no chão…
Quero ficar a desenhar a carvão
O teu corpo vestido de asfalto
até ficar sem pilhas nos dedos.


Tens ganas pelo limite?
Então saltamos os dois despidos de miolos
daquele penhasco afiado
De onde gritei um nome esquecido
3 vezes sem o cansar.
Depois deixo que
Grites 5 vezes o meu novo nome
Quando o chão nos abrandar a queda
E te partir os dentes.
Não acreditas nas minhas doces promessas?
Não tenhas medo de me deixares com feridas profundas
Porque há muito que a escuridão
Esfola-me os joelhos.
E se é verdade que nas minhas veias
O sangue corre com pressão alta nas despedidas…
É mentira dizer que o meu coração explode
Só porque tu também me vais dizer adeus no fim da corrida.
Já rasguei muitos quilómetros
Com ele em bicos de pés…
Chegar a ti
É só mais um metro de alma perdida.


Porque me perfuras o ventre
Com flashes lânguidos
E não me abres à queima-roupa?
Odeio esperar desejos
Com a saliva batendo-me à porta!
Dizes que estou a chorar?
E então?
Bebe-me as lágrimas num copo
E imagina-me a soltar gargalhadas pelo nariz!
Eu tenho espaço na minha boca
Para os teus beijos
E quero-os já!
Hoje a poeira do chão
É só minha…
Amanhã serás tu o pó
Que ficará por soprar.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

A fobia de um poema


Hoje fiz um poema...
Abri o peito devagarinho e baixei a cabeça para deixar sair uma letra de cada vez ...
Mas quando ergui o olhar estava cercada por um mar de palavras.
Como não sei nadar... fiz-me ilha a flutuar e procurei um barco de papel ainda vazio em todas as gavetas.
Mas todas as folhas que possuía navegavam cheias de pensamentos ...e o meu corpo não tinha espaço para atracar.
Então, encorajada pelo medo da água bravia... descobri que tinha asas escondidas nos dedos e tatuei na pele borboletas para voar mais serena...