quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Censura


Á liberdade de expressão, aos ditadores e aos artistas

Viver aprisionado…
Em nos…
Num mundo que afinal
Será mundo?

A censura
Pelos mal amados
Destrói o artista
Destrói o luar
Rouba beleza aos pormenores!

Grito por indignação
Grito pela diferença!
Grito por tudo aquilo
Que afinal,
Perco a oportunidade de ser

Explodir a um universo
De artistas aprisionados!
Desfazer em mil bocados
Estereótipos inacabados
De uma sociedade de consumo!

Oh, supressão imperfeita
Ter que guardar
As palavras
E as artes
Que embelezam o cinzento
Das cidades perdidas

Fantasmas do passado
Oh, á tanto perdidos!
Abri os cofres
E os corações
Para ouvir palavras puras
Guardadas á demasiado tempo
Na escuridão do silencio

Lutar pela diferença!
Ser alguém, ser a expressão!
Um poema á liberdade
A ditadura
A repressão
Mas sobretudo
Uma homenagem aos ARTISTAS CENSURADOS

5 comentários:

Arieugon disse...

Percebo inteiramente tudo o que tentas dizer aqui, acho que podemos e devemos usar as palavras não só para demonstrar afecto, mas também para nos indignarmos e nos revoltarmos contra aquilo que achamos estar mal.
Muito bem ursula:)

ursula disse...

obrigada! as palvras que acarinam podem tambem ser poderosas armas de luta. e eu gosto de explorar todas as suas potencialidades...

Mota disse...

Certo dia alguem disse, José Mário Branco penso eu, que "a canção é uma arma", e o que é a canção sem o poema? Muito bem, o meus parabéns, tens aqui um belo poema aos artistas oprimidos. Maldita globalização! beijinhos
Mota
xxx

Ricardo Barnabé disse...

Bom poema,no tempo de Salazar, duvido que conseguisse ler isso :)hehe, pois é uma grande verdade, tal como tu dizes as palavras também podem ser uma grande arma...mas para isso é preciso saber usa-las.
Beijo

ursula disse...

e ser poetisa de intervenção ricardo