quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Dias tristes e banais


Dias tristes e banais
sao começos de longas noites
A chuva que oiço cair
é o teu choro em tempestade de inverno
suspirando como o vento forte na minha janela
esperando que ela se abra para ti!
Deixas cada rasto do teu sofrimento
lento que ti morre por dentro
embalada pela estrada do teu medo
suplicando pelo verbo do perdão!
Choras lágrimas de sangue que escorrem
pelas tuas mãos vazias cravadas de espinhos
Como se balas minhas fossem

cravando-te em cada pedaço do teu corpo!
Porque só agora percebeste que o teu mundo fui eu
mas que o meu universo jamais serás tu!
Deito-me a escrever tudo o que sinto
mas não sou escritor de fantasias
muito menos poeta de amor
Eu sinto o que sinto e penso o que penso
quero soltar as minhas palavras
e devorar a tua mente com cada letra minha
que me sai da sombra do pensamento
Vindo dos sentimentos mais profundos do meu ser
destruindo todos os teus rastos de esperança
por algum dia me voltares a ter!!!

10 comentários:

Ana disse...

Muito bonito. =) Muito sofrido, sentido e provavelmente vivido. Não te preocupes, hás-de encontrar o teu "universo".

Arieugon disse...

Ele vai gostar muito do teu comentário, o objectivo dele é mesmo esse, fazer chegar a mensagem de forma directa ás pessoas.

Ricardo Barnabé disse...

Muito obrigado Vanadis e arieugon pois mencionaste um pouco daquilo que é o objectivo da minha escrita, tudo o que escrevo não é só baseado na minha ainda curta vida mas também tento por-me no lugar das pessoas e em situações que nunca passei tentando sentir tudo isso de forma a transmitir todo o sentimento para aquilo cito em cada palavra,em cada verso, para que as pessoas se identifiquem com o que lêem,procurando ser directo e por vezes duro, porque para que nós escrevermos o que por vezes as pessoas necessitam de ler,na minha opinião é necessário conhecer o outro lado do ser humano, sentimentos que não admitem e sensibilidade que muitos não demonstram.

Arieugon disse...

Ricardo o sentimento está lá, com o tempo a tua escrita vai sofrer alterações (fala a voz da pouca experiência:P), mas apenas as palavras mudam, porque o resto manter-se-á.Continua..:)

ursula disse...

oh mundo cruel
abre os braços a bruta realidade.

um bom poema, poema de emoções. (ja agora se isto tiver erros e fruto de minha dislexia. bjs)

Ana disse...

é verdade, ricardo, mas ao tentares sentir-te como outros (para os compreenderes), não te deixes levar na onda, não tornes teus sentimentos que não são teus. Falo por experiencia própria. =)

Ricardo Barnabé disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ricardo Barnabé disse...

obrigado pelo comentario Ursula, é isso que quero transmitir emoçoes e sentimentos em tudo aquilo que escrevo

Ricardo Barnabé disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ricardo Barnabé disse...

claro Vanadis, eu não me deixo levar na onda nem sofro por isso, mas na altura que escrevo tenho que tentar sentir determinadas coisas para poder transmitir isso as pessoas que passam por temas que eu escolho de forma a poderem identificarem-se ,escrevo sem preocupar-me se não estou lirico e tento não suavizar a dureza das palavras,de maneira a que possa tocar mais, porque quando as pessoas passam por certas situaçoes,porque quando não tamos bem, apenas quero ser directo e tentar ser diferente, porque nao é facil tentarmos sentir algo pelo qual nunca passamos, obrigado pelos comentarios, gosto sempre de ler, seja qual for a critica, tamos sempre a crescer como escritores e sobretudo como pessoa também, um poeta é mesmo isso,sente as coisas em dobro, e eu não sou poeta, apenas tento transformar sentimentos em simples palavras