terça-feira, 16 de outubro de 2007

A fobia de um poema


Hoje fiz um poema...
Abri o peito devagarinho e baixei a cabeça para deixar sair uma letra de cada vez ...
Mas quando ergui o olhar estava cercada por um mar de palavras.
Como não sei nadar... fiz-me ilha a flutuar e procurei um barco de papel ainda vazio em todas as gavetas.
Mas todas as folhas que possuía navegavam cheias de pensamentos ...e o meu corpo não tinha espaço para atracar.
Então, encorajada pelo medo da água bravia... descobri que tinha asas escondidas nos dedos e tatuei na pele borboletas para voar mais serena...

4 comentários:

Arieugon disse...

Este é daqueles poemas que quanto mais o lemos, mais bonito se torna.
Confesso que ainda não o descodifiquei por completo,será um prazer continuar a rele-lo até perceber tudo o que quiseste dizer daniela.

Ana disse...

É bonito, é sim senhor. Gostei imenso! =)

Arieugon (ah, é assim que se escreve =) ), às vezes mais vale deleitarmo-nos com as palavras e esquecer o que está nas entrelinhas. Acho eu!

Ana disse...

E ás vezes, o que um poema nos inspira pode até nem ser o que inspirou o autor. Este aqui faz-me lembrar precisamente quando tento passar para versos todos aqueles sentimentos (que por vezes nos sufocam e que gritam para sair) e acabo por me perder em pensamentos que acabam por não chegar a verso.

blueiela disse...

Arieugon e Vanadis :)


Olá!!

Muito feliz por receber o vosso apreço...
De facto, este é um poema que surgiu logo pela manhã e com a cabeça cheia de pensamentos e passá-los para o papel...mesmo que estejam em bruto, é algo que eu faço com muita frequência. E normalmente é daí que surgem os poemas;)
São mesmo aqueles gritos que deviam muitas vezes ficar sufocados cá dentro, mas que em mim geralmente saem disparados e eu já não os agarro..paciência!E pronto, é desta maneira que eu geralmente obtenho as minhas asas...com pensamentos e palavras.
Obrigado pelas vossas palavras inspiradoras :)

beijos

Daniela

http://devaneiosazuis.blogspot.com/