quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Nas asas da noite


Deambulando nas asas da noite
Sinto-me à deriva
À deriva de tudo

Olho para ti
Vejo-me a mim próprio
Toco-te,
Acaricio-te,
Abraço-te,
Beijo-te!
Em sonhos,
Apenas em sonhos
Sonhos e quimeras

Oh, quimeras essas
Que me fazem viver na ilusão
Viver a minha ilusão
A ilusão de te ter
A ilusão que me cega.

És a querença
Que me ofusca a realidade
Esta lúgubre realidade
Que te afasta de mim
Que me inunda em lágrimas
Lágrimas noctívagas

Oh, lágrimas
Oh, falsos sorrisos
Cada vez mais custosos
Mas sorrisos que me iluminam
Que me acedem o coração
Que me aquecem a alma
Que me fazer voar
Até que a noite chega
E tudo recomeça
E tudo se apaga
Novamente
No negrume da noite.

6 comentários:

Arieugon disse...

Obrigado por teres aceite o meu desafio andré:)

Continua a contribuir com a tua poesia.

ursula disse...

tanto sofrimento?

André disse...

Só um bocadinho.

Ana disse...

O Amor é um tema muito sentido pelos poetas. =) Às vezes é preferivel por de lado esse sofrimento, fechar a porta e abrir uma janela. =)

ursula disse...

gostei. a sinceridade dos poetas nas emoções. sempre misteriosas...

JaLboMA disse...

Na sequência de um momento de furor
Sinto o pressentimento do nada
A imagem de um ser caido
Prostrado na lage quente de marmore
Que marca o lugar onde se perdeu
O tudo e o nada de um dia quente
Um dia que faz pensar que o Inverno
Esse demónio sem alma, tarda em chegar